Conheça os co-fundadores, gestores e a rede de mentores ex-bolseiros dedicados a guiar o talento angolano rumo a oportunidades globais.
Co-fundadores e gestores ex-bolseiros dedicados a guiar a visão estratégica do SOPPEL e democratizar o acesso à educação internacional.
Ex-bolseiros e especialistas focados em preparar estudantes angolanos com mentoria prática para ensaios, currículos e entrevistas de bolsa.
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Co-fundadora
Lea Komba é uma jovem angolana ativista, líder cívica e estudante de Data Science & Statistics no St. Olaf College, em Northfield, Minnesota (EUA), construindo uma carreira na interseção entre dados, tecnologia e impacto social.
Lea foi bolseira Davis UWC Scholar, tendo sido a única representante angolana no UWC Red Cross Nordic (RCN), na Noruega, onde concluiu o Bacharelato Internacional na turma de 2024. Atualmente estuda no St. Olaf College, nos EUA, onde combina formação em análise de dados e ciências políticas com uma intensa atividade de liderança estudantil e empreendedorismo social.
Certificada como líder juvenil pelo Departamento de Estado dos EUA, Lea integrou o programa PAYLP (Departamento de Estado/Embaixada Americana), sendo uma das quatro angolanas selecionadas para o programa. É também alumna do Yale Young Global Scholars (YYGS), tendo participado tanto na edição online quanto na primeira coorte presencial pós-pandemia, com foco em Inovação, Ciência e Tecnologia, integrando ainda a série de oradores do programa.
Ainda durante o seu tempo no RCN, foi oradora do TEDxUWCRCN em 2023, com a palestra “Generation With No Excuse” (“Geração Sem Desculpas”), na qual utilizou uma abordagem trigeracional para analisar os impactos do colonialismo em Angola e destacar o papel dos jovens na construção do futuro do país. No mesmo contexto, desenvolveu o LEAF Education, uma plataforma digital de educação ambiental voltada para comunidades de baixos rendimentos em todo o mundo, atualmente sob responsabilidade de novas gerações de estudantes do RCN.
Movida pelo desejo de construir uma Angola mais democrática, justa e igualitária, Lea Komba tem procurado unir ativismo cívico, educação e tecnologia — do palco do TEDx às salas de aula do Namibe, e do currículo interseccional da Biso aos dados e à análise estatística que hoje estuda nos Estados Unidos. Encontra-se atualmente a explorar oportunidades em ciência de dados, análise e tecnologia, com o objetivo de aplicar as suas competências à resolução de problemas com impacto real.
Movida pela própria experiência de vida, Adalgisa acredita que a transformação é possível mesmo diante de desafios sociais e culturais. Seu sonho é um mundo sem discriminação, preconceito ou racismo, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades e onde o respeito e o amor sejam a base das relações.
Co-fundadora
Fábio Komba é um profissional angolano da área de finanças, com forte experiência em contabilidade, análise de investimentos e fintech, e uma trajetória marcada por liderança estudantil, empreendedorismo social e reconhecimento internacional.
Foi eleito o Melhor Estudante do ISAF (Academia BAI) no período de 2018 a 2023 e presidiu a Associação dos Estudantes da instituição. Participou como líder estudantil global num programa do Departamento de Estado dos Estados Unidos, na University of Washington. É Chevening Scholar e encontra-se atualmente a concluir o Mestrado em Financial Technology, Risk & Investment Analysis na University of Sussex, no Reino Unido, com foco na interseção entre finanças e tecnologia.
Na PwC, Fábio trabalhou com fundos de investimento em Angola e Portugal, prestando apoio em análise de risco de crédito, conformidade com as normas IFRS e testes de controlo interno — contribuindo para decisões financeiras mais informadas e para o reforço da governança dos clientes.
É cofundador do Projecto SOPPEL, iniciativa que já apoiou mais de 200 estudantes angolanos no acesso a bolsas de estudo, através de campanhas de mentoria, workshops e orientação sobre programas internacionais — contribuindo para a formação da próxima geração de líderes através da educação.
Fábio integrou a Team Olimpo, equipa angolana que representou o país na final mundial do Global Management Challenge (GMC) 2023, em Deli, na Índia, após vencer a fase nacional entre mais de 500 equipas. Entre 45 nações participantes, a equipa alcançou o quarto lugar, a melhor classificação de sempre para Angola na competição, superando concorrentes como Rússia, Espanha, Portugal, Azerbaijão e Austrália.
Foi também um dos nomeados, ao lado de outros jovens talentos angolanos, para bolsas de estudo financiadas pela ANPG (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), iniciativa que contou com a presença de entidades como a Embaixada do Reino Unido em Angola e a Azule Energy, reforçando o seu percurso como um dos jovens angolanos em destaque na área de captação de talentos e formação de excelência.
Com experiência em startups, liderança estudantil e no sector financeiro tradicional, Fábio Komba está empenhado em construir soluções orientadas por propósito, capazes de ampliar o acesso a oportunidades e à inclusão financeira através da tecnologia — posicionando-se como uma referência entre os jovens profissionais angolanos que unem excelência técnica e compromisso com o desenvolvimento do país.
Co-fundadora
Manuel Tomás é um profissional angolano da área de Finanças, com especialização nos setores de Petróleo e Gás (Oil & Gas) e Indústria Transformadora. Combina uma sólida formação técnica em contabilidade e auditoria com uma trajetória marcada por liderança estudantil, empreendedorismo e impacto social.
É licenciado em Contabilidade e Finanças pelo Instituto Superior de Administração e Finanças (ISAF) – Academia BAI, instituição onde também presidiu a Associação dos Estudantes no mandato 2023–2025. Foi bolseiro do próprio ISAF – Academia BAI e, em 2024, integrou o programa Study of the U.S. Institutes (SUSI) na University of Washington, nos Estados Unidos, como líder estudantil global diplomado pelo Departamento de Estado norte-americano.
Iniciou a carreira na Deloitte Angola, onde construiu uma base sólida em auditoria de instituições bancárias e financeiras, com exposição a quadros regulatórios e análise de risco financeiro. Atualmente trabalha na PwC Angola, onde presta serviços de assurance para empresas industriais, analisando demonstrações financeiras segundo os padrões U.S. GAAP, IFRS/IAS, SIOP e PGC. Na sua actuação, tem experiência em testes de Controlos Internos sobre o Relato Financeiro (ICFR) em conformidade com os requisitos da SOX, bem como em procedimentos de auditoria em ambientes de ERP SAP.
Manuel é fundador da English Plus, uma plataforma de ensino de inglês que oferece formação personalizada para estudantes e profissionais em Angola, Moçambique, Brasil e Portugal. É também cofundador do Projecto SOPPEL, iniciativa que já ajudou mais de 200 estudantes angolanos a aceder a oportunidades de bolsas de estudo nacionais e internacionais. Em 2025, o projecto foi distinguido com o Alumni Engagement Innovation Fund, do Departamento de Estado dos EUA, o que permitiu expandir a sua actuação a províncias angolanas historicamente menos assistidas.
Manuel foi representante do Banco Mundial em Angola no programa de intercâmbio Youth Transforming Africa, que reuniu jovens de Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia. Foi também reconhecido pela African Leadership Academy como um dos 40 jovens empreendedores mais promissores de África.
Com uma trajectória que atravessa firmas de auditoria de referência internacional (Big Four), empreendedorismo e impacto social, Manuel Tomás traz consigo uma ética de trabalho disciplinada, uma base técnica robusta e uma perspectiva multidisciplinar sobre finanças — sempre orientada para o desenvolvimento de talento jovem e a criação de oportunidades em Angola e na região.
Mentora
Adalgisa Uacunzo é uma empreendedora social, comunicadora e activista angolana de 27 anos, dedicada à promoção da igualdade de género e à protecção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas em Angola.
Técnica profissional de Comunicação Social, Adalgisa iniciou sua carreira na Vtv, a primeira televisão comunitária de Angola. Trabalhou como assessora de imprensa numa ONG, onde, um ano depois, foi promovida a Técnica de Campo, responsável por um município no projecto Kíua, voltado à protecção dos direitos sexuais de crianças e mulheres.
Atualmente é licencianda em Direito pela Universidade Metodista de Angola e atua como formadora autónoma, lecionando um curso transformador sobre técnicas de comunicação e apresentação oral em público — ajudando pessoas a superar a timidez e desbloquear seu potencial. Já trabalhou em redacção de jornal, prestou consultoria a projectos da administração pública e atuou como social media em diversas empresas do mercado angolano, incluindo como coordenadora de marketing na Oksana Média. Também integrou a equipa do Censo 2024 como assistente de campo.
Adalgisa é mentora do movimento social Team Mulher e Poder, voltado ao empoderamento de mulheres em diferentes áreas profissionais e na vida pessoal. É cofundadora da organização Kuzuela Muhatu e activista cívica pelos direitos de meninas e mulheres, tendo colaborado na resolução de diversos casos de agressão e violência contra mulheres. É reconhecida como líder comunitária pela YALI (Young African Leaders Initiative).
Em 2025, foi seleccionada pelo Instituto Elos, no Brasil, para o GSA (Gestão Social para o Ativismo/Aprendiz), um dos maiores programas internacionais de formação de lideranças. Como conta seu perfil no programa: “É uma expectativa de autocuidado e cuidado com todos nós, trabalhar juntos, colaborar, buscar conhecimento e novas estratégias para poder levar isso para minha comunidade e oferecer um cuidado maior, e aprender mais.”
De volta a Angola após a formação em Santos (SP), Adalgisa deu continuidade ao projecto Kuzuela Muhatu em seu território. Em março de 2026, em parceria com a Sociedade Mineira do Luele e a Associação Ana Kunda, o projecto alcançou mais de 180 mulheres no Município do Cazenga, com ações voltadas à dignidade menstrual e à educação em saúde — hoje funcionando de forma própria em Luanda.
Movida pela própria experiência de vida, Adalgisa acredita que a transformação é possível mesmo diante de desafios sociais e culturais. Seu sonho é um mundo sem discriminação, preconceito ou racismo, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades e onde o respeito e o amor sejam a base das relações